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Consumo Consciente: Quando não comprar o que você acha que precisa

Carrinho de Compras

Uma das principais relações do estilo minimalista é com o consumo desenfreado que nós nos impomos. Segue aquele velho clichê de que somos bombardeados todos os dias, todas as horas, por propagandas que nos perseguem. E de fato isto acontece.

Contudo, a escolha pela compra de determinado produto é somente nossa. Tudo se inicia quando vimos um produto que, magicamente, passa a nos perseguir. Na maioria das vezes é algo que realmente não precisamos. E eu vou destacar que não precisamos mesmo.

Na maioria das vezes é algo que realmente não precisamos!

Se fizermos um levantamento do que realmente acontece a partir do momento que queremos muito algum objeto, você perceberá um padrão que se encontra em praticamente todos os produtos que querermos adquirir. É nesse momento que começamos a apenas dar valor a:

  • O quão bonito é o produto;
  • O quão achamamos que ele é útil;
  • Que o dinheiro gasto é bem investido.

Repare consigo mesmo que esse padrão está no último produto que você comprou e que irá se repetir no próximo produto que você achará necessário comprar. E não estou falando do TCC (Transtorno do Comprar Compulsivo). Estou apenas traçando uma linha do padrão mais básico para o desejo de um produto.

Eu mesmo já passei por isso várias e várias vezes. Ainda estou aprendendo a lidar com o problema do consumo desnecessário. O exemplo mais recente (e por enquanto vencedor) meu é o desejo de querer trocar o meu Smartwatch Xiaomi Mi Band 3 por um Apple Watch. Minha mente vem com esse desejo há uns 2 meses e o processo de negação da compra perdura desde então.

E quando eu falo que eu quero trocar meu smartwatch, eu consigo listar diversos fatores que tornam verídico e necessário para o meu cérebo que essa troca é favorável. Pois o Apple Watch me traria:

  • GPS Integrado;
  • Ecossistema Apple que tornaria fácil a integração com meu macbook e meu iphone;
  • Esteticamente muito bonito;
  • Informações de notificações atraentes e intuitivas;
  • Possibilidade de utilizar aplicativos voltados para bem-estar.

Está vendo? São muitas as vantagens que tornam a minha vontade de comprar em algo real, palpável e necessário. Mas não é! Eu não preciso de um smartwatch que faça tudo isso pra mim. E para desistir disso, eu utilizei o que eu chamo de lista reversa, um método que me deixa consciente de que o produto é legal, mas me mostra que ele não necessariamente é útil ou (olha a redundância na escrita aí) necessário.

  • Eu não preciso de GSP integrado. Eu nem mesmo corro ou caminho;
  • O ecossistema não me serviria tanto assim;
  • Esteticamente é muito bonito, mas eu consigo modelos tão bonitos quanto por preços até 4x menores;
  • Eu detesto notificações no meu pulso o tempo todo;
  • Que aplicativos seriam esses que não me fazem falta no momento?

Abracadraba! Magicamente o item começa a ser questionado e repensado na minha mente. Onde está tamanha necessidade em comprar o produto? Ela pode não ter desaparecido, mas o fato de nos fazermos questionar o que estamos consumindo já é um processo importante na busca do Consumo Consciente.

Foto de Felipe Paes no Pexels