Categoria: Estilo de Vida

Como ser minimalista? Iniciando a jornada para uma vida minimalista

  1. Introdução
  2. Antes de começar
  3. Avaliando seus pertences
  4. Separando o lixo
  5. Reorganizando sua mente

1. Introdução

Esta é a pergunta mais comum para qualquer simpatizante do estilo de vida minimalista. Eu não quero lhe jogar a história por trás do movimento (pelo menos não agora) e nem rodar com floreios por todos os cantos do estilo. Por isso vou dividir essa jornada em vários artigos que publicarei em um curto período de tempo. Neste artigo aqui específico, proponho uma mudança de chave, um início para  entender melhor o seu caminho e mergulhar de cabeça numa nova fase da sua vida.

2. Antes de começar

A primeira coisa que é praticamente uma obrigação você saber é que ser minimalista não significa exatamente se desfazer de tudo o que você tem e começar a viver com absolutamente nada. Não saia por aí pensando e dizendo que você venderá seu carro, suas roupas e sua cama. Não!
Partindo do básico, ser minimalista é saber viver apenas com aquilo que lhe traz valor ou seja necessário.

3. Avaliando seus pertences

Pare na porta de entrada da sua casa. Comece a olhar para sua casa, não superficialmente como você sempre faz quando anda por ela todo dia. Ela deve estar com as cortinas abertas, entrando o máximo de luz possível. Quero que olhe com calma para cada canto e comece a imaginar se cada móvel. Imagine como se o cômodo estivesse vazio e você tivesse acabado de colocar o móvel. Ele não teria nada tanto dentro quanto em cima dele, correto? Essa imaginação será o seu guia para continuar. Faça isso pela casa toda.

4. Separando o lixo

É aqui que fazemos a primeira limpeza (que chamaremos daqui pra frente de destralhe). Aqui não vou usar nenhuma metodologia de destralhe pois a ideia inicial não é se desfazer exatamente de coisas que você não se desfaria normalmente. Mas sim, literalmente limpar a casa para termos espaço e segurança removendo distrações que tomariam nosso tempo e esforço. Jogue fora desde caixas e embalagens que possam ficar acumuladas ou amontoadas em algum canto, a até meias e roupas furadas ou rasgadas. Vá removendo tudo o que possa ser considerado lixo, ou que esteja na sua casa por algum tempo sem uso, como por exemplo pilhas, revistas, panfletos, canetas, restos de velas aromatizantes, etc.

5. Reorganizando sua mente

Agora vem o passo final do início de uma longa jornada. Com todos os passos acima realizados é que vamos partir para um pensamento mais minimalista. A partir de agora peço que você abra a sua mente e dê uma chance para você mesmo fazer algo diferente para a sua vida.

Até o próximo artigo!

Foto de Kaboompics .com no Pexels

Consumo Consciente: Quando não comprar o que você acha que precisa

Carrinho de Compras

Uma das principais relações do estilo minimalista é com o consumo desenfreado que nós nos impomos. Segue aquele velho clichê de que somos bombardeados todos os dias, todas as horas, por propagandas que nos perseguem. E de fato isto acontece.

Contudo, a escolha pela compra de determinado produto é somente nossa. Tudo se inicia quando vimos um produto que, magicamente, passa a nos perseguir. Na maioria das vezes é algo que realmente não precisamos. E eu vou destacar que não precisamos mesmo.

Na maioria das vezes é algo que realmente não precisamos!

Se fizermos um levantamento do que realmente acontece a partir do momento que queremos muito algum objeto, você perceberá um padrão que se encontra em praticamente todos os produtos que querermos adquirir. É nesse momento que começamos a apenas dar valor a:

  • O quão bonito é o produto;
  • O quão achamamos que ele é útil;
  • Que o dinheiro gasto é bem investido.

Repare consigo mesmo que esse padrão está no último produto que você comprou e que irá se repetir no próximo produto que você achará necessário comprar. E não estou falando do TCC (Transtorno do Comprar Compulsivo). Estou apenas traçando uma linha do padrão mais básico para o desejo de um produto.

Eu mesmo já passei por isso várias e várias vezes. Ainda estou aprendendo a lidar com o problema do consumo desnecessário. O exemplo mais recente (e por enquanto vencedor) meu é o desejo de querer trocar o meu Smartwatch Xiaomi Mi Band 3 por um Apple Watch. Minha mente vem com esse desejo há uns 2 meses e o processo de negação da compra perdura desde então.

E quando eu falo que eu quero trocar meu smartwatch, eu consigo listar diversos fatores que tornam verídico e necessário para o meu cérebo que essa troca é favorável. Pois o Apple Watch me traria:

  • GPS Integrado;
  • Ecossistema Apple que tornaria fácil a integração com meu macbook e meu iphone;
  • Esteticamente muito bonito;
  • Informações de notificações atraentes e intuitivas;
  • Possibilidade de utilizar aplicativos voltados para bem-estar.

Está vendo? São muitas as vantagens que tornam a minha vontade de comprar em algo real, palpável e necessário. Mas não é! Eu não preciso de um smartwatch que faça tudo isso pra mim. E para desistir disso, eu utilizei o que eu chamo de lista reversa, um método que me deixa consciente de que o produto é legal, mas me mostra que ele não necessariamente é útil ou (olha a redundância na escrita aí) necessário.

  • Eu não preciso de GSP integrado. Eu nem mesmo corro ou caminho;
  • O ecossistema não me serviria tanto assim;
  • Esteticamente é muito bonito, mas eu consigo modelos tão bonitos quanto por preços até 4x menores;
  • Eu detesto notificações no meu pulso o tempo todo;
  • Que aplicativos seriam esses que não me fazem falta no momento?

Abracadraba! Magicamente o item começa a ser questionado e repensado na minha mente. Onde está tamanha necessidade em comprar o produto? Ela pode não ter desaparecido, mas o fato de nos fazermos questionar o que estamos consumindo já é um processo importante na busca do Consumo Consciente.

Foto de Felipe Paes no Pexels

A dificuldade em desapegar de um item de valor sentimental

definhando lentamente

Alguns dias antes de escrever sobre este tema, eu vendi a minha câmera Canon T5 que eu tinha há 2 anos. Por mais que eu estava com duas câmeras em minha posse, essa câmera que vendi tinha um valor sentimental para mim. Foi com ela que eu entrei de cabeça no mundo da fotografia. Foi com ela que tirei as primeiras fotos mais trabalhadas em composição e detalhes.

Ela se foi!

No dia seguinte eu senti um leve vazio dentro de mim. Um sentimento triste e que me perturbava em devaneios pelo dia. No início fiquei um pouco preocupado sim. Achei que talvez eu tivesse ido longe demais no processo de me desapegar das coisas.

Hoje, uma semana após, não enxergo mais dessa forma. Hoje vejo que ela não preenchia tanto assim a minha satisfação, a minha felicidade. Hoje percebo que ela fez o seu papel: me colocou dentro da fotografia.

E fez bem!

Hoje ela não faz mais falta. Percebi que nunca faria! A cada dia eu acho coisas que posso usar com o meu tempo. Seja livros, seja algum programa novo, seja algum lugar novo para visitar e descobrir. Hoje, posso olhar para a estante onde a câmera estava e contemplar o espaço vazio que não precisa mais ser preenchido com algo material. Afinal, para que eu quero ter um objeto assim acumulando pó, definhando lentamente.

Minimalismo: Um documentário sobre a importância das coisas

Minimalism: A Documentary About the Important Things

Este é, talvez, um dos documentários mais importantes que você verá. Lançado em 2016 pelos criadores do blog/podcast/movimento The Minismalists, Joshua Fields Millburn e seu amigo Ryan Nicodemus, o filme aborda o início do movimento minimalista sobre Joshua e Ryan, que trabalhavam 70-80 horas por semana e buscavam apenas acumulação de recompensas materiais.

Vale um destaque para Matt D’Avella, diretor do filme que é criador de conteúdo minimalista no seu canal no youtube.